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FATOS POLICIAIS

domingo, 7 de janeiro de 2024

LUIZ MARIA ALVES



Nasceu no Seringal Bom Futuro (à margem direita do Rio Madeira), localizado em Manicoré-AM, a 31.05.1908, filho de Raimundo Alves e d. Zulmira Marques Cabral Alves, ambos paraenses mas proprietários de seringais naquele Estado. Pertenciam à chamada "aristocracia da borracha"1 , cuja vertiginosa derrocada econômica ocorreu quando Luiz Maria era, ainda, praticamente criança, pelo que cedo viu-se compelido a trabalhar para prover o sustento da família2 . Foi no Pará, aliás, que se iniciou, tanto no trabalho como na formação escolar. Empregou-se num escritório, em Belém, e, depois, com 14 anos de idade, na firma telegráfica Western, onde pretendera ser estafeta mas, submetido a teste, foi contratado como praticante de telegrafia (1922), função que só mais tarde entenderia ser superior àquela. Cursou o Colégio Nossa Senhora de Nazaré, também naquela cidade, estabelecimento da Congregação dos Irmãos Maristas, e conseguiu aprovação nos exames vestibulares para as faculdades de Agronomia e Odontologia, renunciando a ambas, contudo, face à indisponibilidade de tempo. Assumira funções mais importantes, então, na Western Telegraph Company, empresa que contou com o seu concurso quando da implantação da estação em Natal (fevereiro, 1939), poucos dias após sua chegada a esta Capital, onde deveria permanecer por dois anos. Foi ficando, porém; fez amigos, apegou-se à cidade simples e ordeira. Anos mais tarde ingressaria nos Diários Associados, a princípio cingindo-se à tradução de textos em inglês, oriundos da AP- Associated Press (abril, 1945). Ao final daquele ano o jornal "O Diário" (só passaria a denominar-se "Diário de Natal" a 03.03.1947, conforme registra Manoel Rodrigues de Melo no Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte, 1909-1987, p. 119) encerrou o contrato com a AP e firmou acordo com a United Press International -UPI, cujas informações já chegavam traduzidas para o português. Certamente seria dispensado – pensou –, e adiantou-se, procurando o diretor (Edilson Cid Varela) que, afinal, o contratou como repórter. O país entrava no período de redemocratização, com a queda de Getúlio Vargas e a realização de eleições, e ele foi cobrir a política diretamente no TRE, logo em seguida inaugurando uma coluna, "As Fofocas dos Corredores do Tribunal", com repercussão positiva. Também foi inovador no jornalismo policial, segundo aquele pesquisador: "A entrada do jornalista Luiz Maria Alves para o quadro de repórteres do Diário de Natal iria marcar um grande impulso na cobertura local e, notadamente, na cobertura de assuntos policiais, onde o hoje superintendente associado revelou-se um pioneiro capaz de mudar a história do jornalismo de reportagem e da cobertura de vários acontecimentos policiais que abalaram a opinião pública" (op. cit., p. 120). Com efeito, assumira a direção do Diário de Natal (1958), inclusive num momento de crise: "Quando assumi, verifiquei que a receita bruta do Diário de Natal e da Rádio Poti era inferior à rubrica de salários. Apontei: o mal está aqui! (ALVES, Luiz Maria. De Telegrafista da Western a Diretor de Jornal. Diário de Natal, 27 nov. 1984). Com a empresa quase falida – além da exorbitante folha de pagamento, era sistematicamente pressionada pelos bancos, face a inúmeros títulos vencidos –, passou de imediato à ação: demitiu dezenas de funcionários , restringiu a circulação de um dos jornais ("O Poti", à época matutino de circulação diária, tornou-se semanal) e continuou com o mais antigo, o "Diário de Natal", e disponibilizou as próprias economias a fim de saldar algumas das primeiras indenizações. Consta que reestruturou toda a organização, modernizando-a, agilizando os setores comercial, de reportagens e de distribuição. Foi Luiz Maria quem primeiro implantou na região o sistema de impressão em off-set (junho, 1970), bem como, posteriormente, foi também pioneiro – dentre os jornais do Estado – na instalação de um setor de documentação (microfilmagem, indexação e preservação da memória estadual). Dentre os títulos e medalhas com que foi agraciado, destacam-se: Medalha do Mérito "Jornalista Assis Chateaubriand" (Instituto Histórico e Geográfico do DF, Brasília, 1968); Medalha do Mérito "Santos Dumont" (Ministério da Aeronáutica, Brasília, 1983); Medalha do "Pacificador" (Ministério do Exército, Brasília, 1983; Comenda do Mérito "Tavares de Lira" (Prefeitura Municipal de Macaíba, 1984); Medalha Chanceler do Mérito "Presidente Café Filho" (1985); Ordem do Mérito do Estado do Rio Grande do Norte (Governo do Estado) e Ordem do Mérito Cultural do Rio Grande do Norte (Fundação José Augusto/Governo do Estado, 1987). Recebeu, ainda, títulos de cidadania das Câmaras Municipais de Natal, Macaíba, Mossoró, Areia Branca, Eduardo Gomes e Currais Novos, e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte. Integrava o Conselho Estadual de Cultura e era Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. As honras que lhe foram prestadas, certamente, mereceu: foi um dos baluartes da imprensa local. Faleceu em 19 de abril de 1995.

FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

LUIZ MARIA ALVES

 


Um nome que até parece simples, gente bastante humilde, mais não é. Um jornalista de renome nacional que viveu à época do império de Assis Chateaubriand, uma potência internacional que dominou a imprensa brasileira por muitas décadas.

Luiz Maria Aves durante décadas foi diretor superintendente dos Diários Associados, cujo órgão pertenceu ao conglomerado empresarial do jornalista internacional Assis Chateaubriand, que por muitos anos manteve o império da imprensa brasileira.

Pois bem, o jornalista Luiz Maria Alves chega a Natal no ano de 1939, exatamente no período efervescente da Segunda Guerra Mundial, quando a capital estimava na época 45 mil habitantes, recebia um contingente de vinte mil habitantes, americanos aqui vindos em preparativo à guerra, fundando de início uma base aérea, Parnamirim, que até hoje serve aos natalenses. Foi uma base que de direito se tornou o trampolim da Força Aérea Americana em terra potiguar.

O jornalista, político, senador da República, Luiz Maria Alves, impôs uma política de respeito e seriedade na imprensa natalense e em todo estado durante o tempo em que exerceu as funções como diretor superintendente dos Diários Associados, na condição de seguidor autêntico do chefe maior da imprensa brasileira.

Por justiça, a Câmara Municipal de Mossoró, associando-se às atribuições por ele desenvolvidas, por meio de decreto legislativo número 25/84, por proposição do vereador Regy Campelo, no ano de 1984, cuja matéria, segundo apontamentos do historiador Raibrito, contou com a adesão de quase todos os membros da Câmara, apenas um voto contra, por questões particulares, foi concedido o título de Cidadão Mossoroense, ao ilustre defensor de uma imprensa respeitosa em nosso estado.

O senador Luiz Maria Alves se fez respeitado na política, até porque sua palavra como cidadão de imprensa escrita sempre fazia soar os deveres de paz, seriedade e justiça do povo brasileiro. A posição de uma política séria e respeitosa fez com que o velho jornalista Luiz Maria Alves merecesse as homenagens e referência do povo norte-rio-grandense.

FONTE – O MOSOSROENSE

PARQUE DAS DUNAS - NATAL

 



O  Parque das dunas foi inaugurado em 1975,  pelo governador Cortez Pereira, com uma área de 1.172 hectares através do Decreto Estadual nº 7.237. É a primeira área de preservação do RIO GRANDE DO NORTE   inclusive reconhecido pela  UNESCO como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira.

O Parque das Dunas é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil e o segundo parque urbano, sendo superado apenas pela Floresta da Tijuca. Em 1995 pela Lei nº 6.789, 14 de Julho de 1995, foi denominado  PARQUE ESTADUAL Dunas de NATAL   “Jornalista Luiz Maria Alves”.

Uma das referências do Parque das Dunas é o  BOSQUE DOS NAMORADOS, com estrutura de trekking, piqueniques e passeios.

 

LUIZ MARIA ALVES

Nasceu no Seringal Bom Futuro (à margem direita do Rio Madeira), localizado em Manicoré-AM, a 31.05.1908, filho de Raimundo Alves e d. Zul...